10 dicas para ter conversas melhores em casal

10 dicas para ter conversas melhores em casal

Todos sabemos o quanto uma discussão de relacionamento que acaba em briga é desgastante para os envolvidos.

Desistir de conversar, pode ser o primeiro passo para desistir de um relacionamento afetivo.

“Não é o amor que sustenta o relacionamento.
É o modo de se relacionar que sustenta o amor.”

A Comunicação Não Violenta oferece ferramentas que podem ajudar casais a transformarem brigas em oportunidades para fortalecer a relação, permanecendo com respeito mesmo em situações de discórdia. A seguir, reunimos 10 Dicas para Transformar Discussões de Relacionamento em Diálogos Construtivos:

 

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1. Jogue no mesmo time. Abandone o desejo por vencer as conversas.

Abra mão de vencer, para que os dois possam ganhar.

Para você vencer, o outro não precisa perder.

Imagino que você não queira fazer da pessoa que você ama, uma perdedora.

Troque o jogo mental de “Quem tem razão?” para o jogo do “Como podemos melhorar nossas vidas?”.

Com esse pensamento, você será capaz de dizer coisas que conectem, como “Eu não quis ter agido daquela forma, podemos tentar conversar de novo?”. Ou “Eu gostaria que você me escutasse, você também sente falta que eu te escute?”.

 

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2. Demonstre que você escuta o seu companheiro.

Espere o outro terminar de falar, para que você possa se expressar. Mas saiba que escutar não é só esperar o outro terminar de falar.

Você pode mostrar que realmente escutou, dizendo o que você compreendeu sobre o que o outro disse.

Dessa forma você checa se compreendeu o que o outro quis dizer, e dá a oportunidade para que ele esclareça algo que não tenha ficado claro.

Não escute para responder. Escute para compreender.

Por exemplo: Se escuto meu companheiro dizer “Na frente dos seus pais você me trata diferente, estou cansado disso.” Como demonstro que escutei e dou a chance para que ele diga o que realmente quer dizer?

Se o foco está em Responder…Se o foco está em Compreender…
“Isso não é verdade.”“Você gostaria que eu fosse carinhosa com você quando estamos com meus pais?”

 

Nem sempre é fácil escutar o outro, não é?

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3. Não acuse nem critique. Diga o que você realmente precisa.

Não fale de uma forma que o outro precise se defender de você.

Críticas e acusações só despertam defesa, e é muito possível que o outro faça isso te atacando de volta.

Se o foco está na Culpa…Se o foco está na Necessidade…
“Você não me ajuda.”“Eu preciso de apoio.”

 

4. Expresse seus sentimentos.

Dê nome ao que você está sentindo, e logo em seguida, diga qual é a sua necessidade.

Expressar sentimentos nos ajuda a identificar o que precisamos, nos aproxima da nossa humanidade.

Se falo meus sentimentos para culpar…Se falo meus Sentimentos para me expressar…
“Estou triste porque você não apareceu.”“Estou triste porque eu esperava que você viesse.”

 

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5. Tome os fatos como ponto de partida, e não os julgamentos.

Troque o pensamento de “O que o outro fez de errado?” para “O que meus olhos veem, ou meus ouvidos escutam?”, para se aproximar desse olhar neutro.

Imagine-se indo para uma conversa com seu companheiro tendo como ponto de partida o seguinte pensamento: “Ele nunca toma iniciativa, ele é acomodado demais.”. Quais são as chances de você estar disposta a dialogar, a escutar, e a reconsiderar?

Ter como ponto de partida os fatos que aconteceram (neutralidade) pode te ajudar agir de forma mais racional, lúcida e inteligente.

Se falo a partir dos meus Julgamentos…Se falo a partir das Observações…
“Você nunca toma iniciativa, é acomodado demais.”“Eu te escuto dizer que está infeliz com seu trabalho há 5 anos.”

 

6. Fale. Não espere que o outro vá perceber o que você está sentindo.

Em algum lugar da nossa construção social surge uma ideia de romantismo onde a pessoa que nos ama tem a capacidade de adivinhar o que pensamos, o que queremos, o que sentimos. Esqueça disso, e poupe-se de muitos mal entendidos.

Relacionar-se afetivamente é se dar o trabalho de entender o que se passa dentro de nós, para que possamos transmitir isso para a pessoa que escolhemos para caminhar juntos.

“Nossos mal-entendidos são “mal-escutados” que, por sua vez,
resultam de “mal-formulados”, de “mal-ditos” e de não ditos.”

Thomas D’ansembourg

Se Eu espero que o outro adivinhe…Se Eu digo o que estou sentindo…
“Você é muito insensível, não percebe que estou nervosa?”“Eu estou muito nervosa, e quero conversar sobre o motivo disso.”

 

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7. Se responsabilize pelas suas escolhas.

Atenda às necessidades do outro só se for de coração, por desejo de contribuir com o bem estar dele, e seu também. Quando fazemos algo por obrigação, nos aproximamos da possibilidade de sermos violentos, achar que merecemos algo em troca, e pensar que temos o direito de exigir isso caso não tenhamos.

Se comunicar melhor com seu companheiro implica em se comunicar consigo mesma também, reconsiderar escolhas e determinar seus limites.

Diga NÃO, se você não estiver agindo a partir da sua ESCOLHA. Com isso, você estará cuidando do outro, poupando-o de uma pessoa violenta e exigente que você pode se tornar mais tarde.

 

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8. Valorize as necessidades do outro tanto quanto as suas.

Quando você mostrar que se importa com as necessidades do seu companheiro, se abrem as chances dele mostrar que se importa com as suas. Enquanto você pensar que as suas necessidades são mais importantes que as do seu companheiro, não há conexão humana.

Quando penso que a minha necessidade de APOIO com as tarefas domésticas é mais importante que a necessidade de DESCANSO do outro, dificilmente seremos capazes de sair do jogo da culpa. E são grandes as chances de vir um discurso completamente contraprodutivo, como “Você é um preguiçoso, folgado, sua mãe não soube te educar.”

Quando penso que a minha necessidade de APOIO é importante, e a necessidade de DESCANSO do outro é tão importante quanto a minha, consigo dizer: “Vejo que você está cansado, e quer muito deitar no sofá. Você está disposto a me ajudar na cozinha, para que nós dois possamos descansar o quanto antes?”

Assim, as chances de alcançar uma cooperação de coração são maiores.

 

9. Se abra para o NÃO, ele é o começo da conversa, e não o fim.

Todo NÃO que o outro te der, é um SIM que ele estará dando para alguma necessidade dele. Como você pode contemplar essa necessidade, mostrar que você a valoriza, e permanecer em busca de atendê-la através de outras estratégias?

Se, dando continuidade ao diálogo do exemplo anterior, o seu companheiro disser: “Não, estou muito cansado, não consigo te ajudar agora.”, ele está protegendo algo que é importante para ele. A empatia pode te ajudar a caminhar para caminhos que fortaleçam a relação, em vez de cultivar a culpa entre vocês dois.

Você pode dizer: “Entendi. Você está realmente muito cansado hoje?” Dando a chance para ele dizer: “Sim, obrigado(a) por me compreender, o que você acha de pedirmos uma pizza, só hoje, e amanhã fazemos o jantar juntos?”

 

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10. Não espere que todas as suas necessidades humanas sejam atendidas pelo seu companheiro.

É possível para você celebrar as necessidades atendidas no seu relacionamento afetivo e pensar em outras estratégias para atender as que não estão sendo atendidas?

Lembre-se que ele(a) é apenas UMA pessoa da sua galáxia de relacionamentos. Na Comunicação Não Violenta, tudo que fazemos e pensamos, são tentativas de atender nossas Necessidades Humanas Universais (consideração, aceitação, inclusão, pertencimento, amor…)

Talvez você encontre no seu relacionamento respeito, segurança, previsibilidade. Mas não encontre aventura, espontaneidade, leveza… Aceitar, conversar para pedir o que você precisa, ou sair do relacionamento, é uma escolha que precisamos fazer.

Lembre-se que não é função do seu companheiro atender todas as suas necessidades. Nem obrigação sua atender todas as necessidades dele.

 

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