Comunicação Não-Violenta é linda!

Descobrir a mágica que a empatia faz, compreender as necessidades que motivam as pessoas a fazerem o que fazem, aprender a oferecer nossa escuta, nossa presença, aceitar que os sentimentos vêm e vão… Tudo isso transforma nossas vidas e relações profundamente.

Adquirimos clareza sobre julgamentos que nos perseguiram por tantos anos, isso nos liberta daquela visão limitada que tínhamos sobre as pessoas. Conseguimos ver a beleza por trás de tantas coisas que antes eram incompreensíveis!

Chegamos num lugar onde somos capazes de oferecer nossa empatia, nossa presença, nossa energia divina para os outros.

“Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá.” – Rumi

É maravilhoso ir para esse campo ao qual Rumi se refere, onde enxergamos o mundo e as pessoas além dos julgamentos sobre eles. Seria maravilhoso ir para esse lugar junto com as pessoas que estão próximas a nós. Mas muitas vezes isso não acontece.

 

E tem momentos que parece ser solitário. E até mesmo desmotivador.

Porque é muito difícil mudar hábitos enraizados em nós, mudar toda uma cultura, SOZINHOS. Sem o apoio das pessoas com quem nos relacionamos. Não julgar, não criticar, não corrigir, não interromper os outros, enquanto estamos rodeados de pessoas nos julgando, nos corrigindo, nos criticando, nos interrompendo.

Aprender Comunicação Não-Violenta, e encarar nossos trabalhos, famílias e comunidades violentas é algo extremamente desafiador. E não estou me referindo apenas à violência física, nem à violência aparente (xingamentos, acusações). Mas àquela intolerância mais sutil. Àquelas situações onde não parece ser aceitável ser quem você é, sentir o que você sente, precisar do que você precisa.

Eu acabei de passar por uma situação dessas, assim como já passei várias vezes. Eu estava carregada emocionalmente, num ambiente que acreditava estar segura. Eu esperava que as pessoas me escutassem como quando eu escuto alguém, de coração.

 

Seria lindo que as pessoas me escutassem como eu gostaria de ser escutada

Como quando eu me vejo surfando na onda da história da outra pessoa, silenciando meus pensamentos (sugestões, críticas, conselhos) para escutá-la, mostrando verbalmente e corporalmente para ela que estou compreendendo, checando com ela se estou compreendendo corretamente, e quando ela está completa, verificando se ela tem algum pedido para mim. Sem concordar, sem discordar. Oferecendo minha presença.

Anna Bolenna Quadrinhos

 

Eu queria tudo isso, mas eu não pedi. Porque “escuta” é algo estranho de se pedir dentro da nossa cultura. (Na nossa cultura é estranho “pedir” – por qualquer coisa que seja). A gente não aprende a pedir escuta. A gente não é ensinado a escutar.

 

Aprendemos a escutar para responder. E não para compreender.

E isso, para as abordagens que estudo, não é escutar.

Somos milhões de pessoas que precisam muito, muito, muito serem compreendidas. Mas também somos milhões de pessoas que não temos espaço dentro de nós para compreender os outros. Poucos de nós temos modelos de pessoas que façam isso na nossa educação, no nosso dia a dia.

A escuta, a compreensão, o acompanhar sentimentos desconfortáveis, acabou se tornando tarefa de profissionais especializados nisso. Mas não há profissionais e consultórios suficientes para atender tamanha demanda.

 

Do que precisamos afinal?

  • De Escuta, de Compreensão, de Clareza

Seria maravilhoso que as pessoas compreendessem que sentimentos desconfortáveis não precisam ser extirpados. Que, antes de conselhos, sugestões, intervenções, queremos apenas que elas nos compreendam. E quando falamos com alguém, encontramos também a rica oportunidade de escutar a nós mesmos, o que faz as coisas ficarem mais claras e compreensíveis para nós.

  • De Apoio, de Suporte, de Segurança, de Reciprocidade

Seria lindo poder contar que essas pessoas irão nos ajudar a identificar nossas intenções, observações, sentimentos, necessidades e pedidos, quando estamos afogados em julgamentos e dor. E essa pessoa também saber pode contar comigo.

  • De Autenticidade, de Vulnerabilidade, de Expressão

E assim, possamos nos sentir livres para nos expressar em nossa totalidade, sem medo, culpa ou vergonha.

  • De Comunidade, de Equilíbrio

E saber que estamos numa relação de benefício mútuo, onde não há sacrifício de nenhuma das partes. Pois todos se apoiam obedecendo seus limites, escutando suas próprias necessidades.

 

Grupo de apoio à prática da Comunicação Não-Violenta OnLine

Se você quiser se aprofundar na prática, vem conhecer o nosso grupo!

Quais estratégias podemos colocar em ação para atender essas necessidades? Veja algumas sugestões neste post!

 

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Juliana Matsuoka
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