Por que escutar é tão difícil mim?

Você também acha difícil escutar as pessoas? Ainda mais quando elas falam e fazem coisas que você discorda?

Alguém já te disse “Você não me escuta!”?

Ou mesmo “Deixa eu terminar de falar!”?

Primeiramente saiba que isso não acontece só com você. Pouquíssimos de nós fomos ensinados a exercer essa habilidade que todos temos: a de escutar.

Desde crianças, somos ensinados a conversar através dos exemplos que os adultos nos davam: a querer ganhar as conversas, a falar mais alto até silenciar o outro, a usar a autoridade para obter o que queremos.

Por isso precisamos de um esforço consciente para aprender a escutar.

É importante lembrar que a comunicação não acontece quando falamos. Acontece quando existe compreensão mútua, e para isso, a escuta é inevitável.

Lembrando que escutar alguém NÃO é:

  • aceitar suas imposições;
  • concordar com suas opiniões;
  • ser conivente com suas ações;
  • ser passivo a uma condição;
  • perder uma conversa;
  • só esperá-la(o) terminar de falar.

Escutar é:

  • sustentar a intenção de entender;
  • considerar legítimo o que ela(e) diz;
  • se permitir mudar, aprender com o que vem do outro;

Neste artigo, você encontrará alguns vícios que causam barulhos demais para escutar o outro de verdade.

Pode ser que você identifique situações diferentes para cada um deles. Confere, e conta pra gente, com qual inimigo da escuta você se identifica mais?

DISTRAÇÕES

Você se sente vista(o), considerada(o), escutada(o), por uma pessoa que fica olhando para o celular enquanto você diz algo importante?

Se você escolheu escutar uma pessoa, trate o que ela diz como se fossem as últimas palavras que ela estivesse dizendo nesta vida. Trate-a como você trataria uma pessoa realmente importante.

 

PRESSA

Muitas pessoas dizem não terem tempo para “ficar escutando” as outras. Quem diz não ter tempo para escutar e compreender os outros costuma não perceber o tempo e a energia que os problemas causados pelos mau entendidos exigem. Por exemplo: brigas que tiram o sono dentro de casa, retrabalhos e alta rotatividade de colaboradores nas organizações.

TER RESPOSTAS PARA TUDO

Se você acredita ser o(a) sabedor(a) de tudo, é muito provável que não veja necessidade em escutar os outros.​ A abertura para o diálogo requer o reconhecimento de que se pode aprender com pessoas que têm crenças diferentes das nossas,  pessoas que têm menos experiência de vida, pessoas que fizeram coisas que consideramos erradas.. Afinal, para toda verdade, existem diversas outras verdades.

QUERER GANHAR A CONVERSA

Muitas vezes queremos ter diálogos, mas acabamos cultivando debates. Num debate, os participantes escutam os outros tentando encontrar o que está errado, incompleto ou defeituoso nas afirmações de seu oponente. A intenção é identificar as falhas, expô-las e desmontar a argumentação do oponente. Neste lugar, não há espaço para a escuta.

O MEDO DOS CONFLITOS

Quando temos medo dos conflitos, nosso impulso é evitá-lo, suprimi-lo, resolver o problema prático que o causou com urgência. E não falar mais sobre o assunto. Os “não ditos” e “não escutados” criam um ambiente tóxico e altamente propício para a violência.

A ILUSÃO DA COMUNICAÇÃO

É uma ilusão pensar que o que eu digo é o que o outro escuta. É uma ilusão pensar que o que eu escutei, foi o que o outro disse. Ao contrário do que pensamos, os ruídos não são exceção na comunicação, eles são regra. A complexidade que rege a nossa existência se faz presente na nossa linguagem e nos nossos comportamentos.

OS JULGAMENTOS

Se acredito que o outro está fazendo algo que meu juiz interno diz que é errado, meus ouvidos param de escutar o que ele diz, e começam a escutar mais as minhas vozes internas: o que ela(e) deveria fazer, o que ele(a) merece por ter feito isso, quem é a(o) culpado da história toda… Escutar requer suspender esses julgamentos, mesmo que por alguns instantes.

AGIR POR IMPULSO

Escutar de verdade requer habilidades que o cérebro não tem condições de exercer quando está num estado de luta ou fuga. Nossa sobrevivência como espécie depende dos nossos impulsos de nos proteger. Protegemos nossos valores e integridade como se fossem nossas vidas quando os vemos serem ameaçados. Mas este não é, biologicamente, o melhor momento para escutar.

 

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Juliana Matsuoka
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