A intenção da Comunicação Não Violenta é desenvolver uma qualidade de conexão que nos permita compreender e valorizar as necessidades uns dos outros, e então juntos explorar formas de atender as necessidades de todos. Nós mantemos essa intenção de nos conectar de coração para coração – mesmo quando estamos com raiva ou quando “não estamos afim” de nos conectar – através da lembrança de que, neste momento estamos escolhendo viver a partir do valor da Conexão.

Se focarmos apenas em obter resultados específicos, sem a intenção de nos conectar de ser humano para ser humano, coração para coração, então não importa o quão nosso discurso esteja de acordo com o modelo da Comunicação Não Violenta (observações, sentimentos, necessidades e pedidos), nós não estaremos expressando a consciência da CNV.

O modelo CNV consiste de mecanismos que nos ajudam a desenvolver nossa habilidade de nutrir relações compassivas. Como qualquer ferramenta poderosa, a CNV aplicada mecanicamente pode ser usada com a intenção de ferir, manipular ou diminuir outras pessoas. A CNV deve ser utilizada com comprometimento à compaixão – ao ato de valorizar as necessidades do outro tanto quanto as nossas.

Toda palavra e toda ação é uma escolha, por trás dela sempre há uma intenção. Cultive a atenção na intenção por trás das suas escolhas. Antes de abrir a boca para falar, ou de agir, se pergunte: “Qual a minha intenção aqui?”

Quando estamos conscientes da nossa intenção, temos a liberdade de permanecer nela ou de mudá-la.

(Raj Gill, Lucy Leu e Judi Morin – NVC Toolkit for facilitators)

 

Intenção que desconecta
Intenção que conecta
Mudar o outro
Ajudar o outro a atender suas necessidades de forma menos custosa

 

Juliana Matsuoka
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