Para a maioria das pessoas do planeta, a violência é a única saída para enfrentarmos as maldades e injustiças. A nossa cultura de dominação tenta nos convencer que a violência é justificável nessas situações. Até mesmo o livros de história nos dão a impressão de que a vida se desdobra apenas uma série de guerras.

Mas a história do mundo é repleta de significativas ações não violentas que acabam não chegando ao nosso conhecimento. Por isso crescemos sem referências de como reagir de forma não violenta às injustiças.

Conheça aqui alguns momentos em que a não violência entrou em cena e mudou o rumo da história.

 

Dinamarca contra a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial

[não cooperação] Durante a Segunda Guerra Mundial, a Dinamarca foi o único país que conseguiu salvar a maioria da população judaica ao resistir ativamente à ocupação nazista. Quando os nazistas forçaram os judeus dinamarqueses a usar a estrela amarela, os dinamarqueses não judeus começaram a usar a estrela em solidariedade aos judeus. Na véspera do dia em que os nazistas começariam a levar os judeus para os campos de extermínio, civis dinamarqueses coordenaram uma estratégia em massa para esconder os judeus e tirá-los do país em barcos de pesca.

Os dinamarqueses também fizeram greves trabalhistas, organizaram momentos simbólicos de silêncio, sabotaram seus próprios sistemas ferroviários e utilizaram outros meios não violentos para dificultar a ocupação de seu país pelos nazistas, minando a operação. Ao mesmo tempo, os dinamarqueses protegiam sua cultura local e resistiam à ocupação, entoando canções folclóricas e encenando performances solidárias ao Rei e ao governo da Dinamarca, enquanto os nazistas marchavam nas ruas.

SCHIRCH, Lisa. Construção Estratégica de Paz. 1ª Edição. São Paulo: Palas Athena, 2019 (página 37)

Juliana Matsuoka
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